top of page

SOP: Causas, Sintomas e Tratamento | Nutricionista

27 de ago.
11 min de leitura

Atualizado: 30 de ago.

A síndrome dos ovários poliquísticos (SOP) é uma condição hormonal e metabólica complexa que pode afetar o ciclo menstrual, a ovulação, os níveis de androgénios, a pele, o cabelo, o metabolismo e a fertilidade.

Apesar do nome, ter SOP não significa necessariamente ter quistos nos ovários. O diagnóstico baseia-se num conjunto de características clínicas e laboratoriais, e é possível ter SOP mesmo quando os ovários apresentam um aspeto normal numa ecografia.

A nutrição pode fazer parte do tratamento da SOP, sobretudo quando existe resistência à insulina, excesso de gordura corporal, alterações metabólicas ou uma alimentação que não está a responder às necessidades individuais. Mas não existe uma dieta única para todas as mulheres com SOP.

Neste guia, explico as principais causas e mecanismos associados à SOP, os sintomas mais frequentes, a relação com resistência à insulina e saúde intestinal, o papel da alimentação e o que sabemos atualmente sobre suplementos como o inositol.



Em resumo

  • A SOP é uma das condições endócrinas mais comuns em mulheres em idade reprodutiva e afeta cerca de 10–13%desta população.

  • A SOP não é simplesmente um problema dos ovários: envolve alterações reprodutivas, metabólicas e, em algumas mulheres, psicológicas.

  • É possível ter SOP sem ovários com aspeto poliquístico na ecografia.

  • A resistência à insulina é frequente na SOP, embora não esteja presente da mesma forma em todas as mulheres.

  • O excesso de gordura corporal pode agravar alterações metabólicas e hormonais, mas também é possível ter SOP com peso considerado normal.

  • Não existe uma dieta universalmente superior para a SOP. A alimentação deve ser adaptada aos sintomas, objetivos, preferências, metabolismo e contexto de cada mulher.

  • O microbioma intestinal é uma área promissora de investigação na SOP, mas ainda não deve ser apresentado como uma causa única ou comprovada da síndrome.

  • A nutrição pode complementar o acompanhamento médico, mas não substitui o diagnóstico ou tratamento individualizado.



O que é a SOP?

A síndrome dos ovários poliquísticos (SOP) é uma condição hormonal complexa caracterizada principalmente por alterações na ovulação, excesso de androgénios e/ou alterações na morfologia ovárica.

A diretriz internacional baseada em evidência publicada em 2023 estima que a SOP afete cerca de 10 a 13% das mulheres, sendo uma das condições endócrinas mais comuns nesta população. A sua apresentação é bastante variável: algumas mulheres apresentam ciclos muito irregulares e acne; outras procuram ajuda por dificuldade em engravidar; outras apresentam sobretudo alterações metabólicas.


Porque é que se chama “ovários poliquísticos”?

O nome pode ser enganador.

As estruturas observadas nos ovários em algumas mulheres com SOP são, na realidade, folículos em desenvolvimento, e não necessariamente quistos patológicos.

Além disso, a presença de ovários com morfologia policística não é obrigatória para o diagnóstico. Por isso, uma ecografia com ovários de aspeto normal não exclui SOP quando estão presentes outros critérios compatíveis.

Esta é uma distinção importante: SOP não significa simplesmente “ter quistos nos ovários”.


Quais são os sintomas da SOP?

Os sintomas variam bastante de mulher para mulher. Os mais frequentes incluem:

  • ciclos menstruais irregulares;

  • ausência ou redução da ovulação;

  • dificuldade em engravidar;

  • acne;

  • aumento de pelos no rosto ou corpo;

  • queda de cabelo de padrão androgenético;

  • aumento dos níveis de androgénios;

  • alterações metabólicas, incluindo resistência à insulina;

  • maior facilidade em ganhar peso em algumas mulheres;

  • dificuldade em perder peso em algumas mulheres.


A presença de um destes sintomas isoladamente não significa que exista SOP. O diagnóstico requer uma avaliação clínica adequada e a exclusão de outras causas que podem produzir sintomas semelhantes.


O que causa a SOP?

Não existe uma causa única da SOP.

A síndrome resulta provavelmente da interação entre predisposição genética, ambiente, metabolismo, função hormonal e outros fatores fisiológicos. A apresentação clínica também varia significativamente entre mulheres.

É importante evitar uma explicação excessivamente simples como “a SOP é causada pela resistência à insulina” ou “a SOP é causada pelo excesso de peso”. A realidade é mais complexa.

A resistência à insulina é frequente e clinicamente importante, mas nem todas as mulheres com SOP apresentam o mesmo grau de resistência à insulina, e a síndrome também ocorre em mulheres sem excesso de peso.

Da mesma forma, fatores relacionados com sono, atividade física, composição corporal, alimentação, stress e disponibilidade energética podem influenciar a expressão dos sintomas, mas não devem ser apresentados como uma causa única da síndrome.


SOP e resistência à insulina: qual é a relação?

A resistência à insulina é um dos mecanismos metabólicos mais importantes associados à SOP.

Quando existe resistência à insulina, o organismo pode precisar de produzir mais insulina para manter a glicose dentro de determinados níveis. A hiperinsulinemia pode contribuir para o aumento da produção de androgénios pelos ovários e para alterações na produção hepática da SHBG (globulina de ligação às hormonas sexuais).

Quando a SHBG diminui, pode aumentar a quantidade de androgénios biologicamente disponíveis.

É uma das razões pelas quais alterações na sinalização da insulina podem estar relacionadas com manifestações como:

  • acne;

  • aumento de pelos;

  • queda de cabelo;

  • alterações da ovulação;

  • ciclos menstruais irregulares.

Mas é importante não transformar esta relação numa explicação universal. A SOP é heterogénea e nem todas as mulheres apresentam o mesmo perfil metabólico.


O peso influencia a SOP?

Pode influenciar, mas o peso corporal não define a SOP.

Quando existe excesso de gordura corporal, especialmente gordura visceral, podem ocorrer alterações metabólicas e inflamatórias que contribuem para a resistência à insulina e podem agravar algumas manifestações da SOP.

Por outro lado, mulheres com peso considerado normal também podem ter SOP, resistência à insulina e alterações metabólicas.

Por isso, uma abordagem nutricional adequada não deve começar simplesmente pela pergunta:

“Quanto peso precisa de perder?”

Deve começar por perguntas mais úteis:

  • Como estão os ciclos menstruais?

  • Existe ovulação?

  • Existem sinais de hiperandrogenismo?

  • Como está a glicemia?

  • Existem sinais de resistência à insulina ou risco metabólico?

  • Como é a alimentação atual?

  • Como está o sono?

  • Qual é o nível de atividade física?

  • Existe uma ingestão energética adequada às necessidades?

  • Qual é o objetivo principal da mulher: sintomas, fertilidade, saúde metabólica, composição corporal ou outro?


É possível ter SOP sem excesso de peso?

Sim.

A chamada “SOP magra” não é um diagnóstico separado nem um subtipo oficial de SOP. É uma forma informal de descrever mulheres que têm SOP sem excesso de peso.

Estas mulheres podem apresentar alterações hormonais, ovulatórias e metabólicas semelhantes às observadas noutras mulheres com SOP.

Por isso, não se deve excluir SOP apenas porque uma mulher é magra.

Também não faz sentido recomendar perda de peso automaticamente a uma mulher que já apresenta um peso saudável.

Nestes casos, a intervenção pode precisar de se concentrar noutros aspetos, como qualidade nutricional, ingestão energética adequada, atividade física, sono, saúde metabólica e tratamento específico dos sintomas.


Existem diferentes tipos de SOP?

É comum encontrar na internet classificações como:

  • SOP “insulínica”;

  • SOP “inflamatória”;

  • SOP “adrenal”;

  • SOP “associada ao stress”.

Estas classificações podem ser utilizadas como modelos clínicos ou funcionais para organizar determinados padrões de sintomas, mas não correspondem a subtipos diagnósticos oficiais da SOP.

Na prática, uma mulher pode apresentar simultaneamente alterações metabólicas, hiperandrogenismo, sintomas digestivos, alterações do sono e outros fatores.

Por isso, é mais rigoroso falar em diferentes mecanismos e apresentações da SOP, em vez de afirmar que existem três ou quatro “tipos” distintos da doença.


SOP e saúde intestinal: existe uma relação?

Esta é uma área de investigação particularmente interessante.

Estudos encontraram diferenças na composição do microbioma intestinal de mulheres com SOP, incluindo associações entre diversidade microbiana e hiperandrogenismo.

Um estudo publicado na Nature Medicine em 2019 encontrou alterações da função ovárica e da sensibilidade à insulina em modelos animais que receberam microbiota associada a mulheres com SOP.

Estes resultados são relevantes, mas precisam de ser interpretados com cuidado.

Ainda não podemos afirmar que a disbiose intestinal seja uma causa comprovada da SOP ou que tratar o microbioma, por si só, cure a síndrome.

O que podemos dizer é que existe uma relação biologicamente plausível entre microbiota, metabolismo, inflamação, ácidos biliares e função hormonal, e que esta área merece investigação.

É aqui que uma alimentação rica em alimentos vegetais, fibra e variedade pode ser relevante para a saúde metabólica e intestinal — não porque exista uma “dieta da microbiota para a SOP”, mas porque a alimentação influencia simultaneamente vários sistemas fisiológicos.


Qual é a melhor dieta para a SOP?

Não existe uma dieta única que seja a melhor para todas as mulheres com SOP.

Esta é uma das mensagens mais importantes da diretriz internacional.

Em vez de procurar uma dieta específica — low carb, keto, paleo, sem glúten, sem lactose ou qualquer outra — faz mais sentido avaliar qual padrão alimentar é sustentável e adequado ao perfil clínico da mulher.

Uma alimentação para SOP pode incluir, dependendo das necessidades individuais:

  • proteína suficiente;

  • legumes e outros alimentos ricos em fibra;

  • fruta;

  • leguminosas;

  • cereais integrais ou outras fontes de hidratos de carbono de boa qualidade;

  • gorduras insaturadas;

  • frutos secos e sementes;

  • peixe e outras fontes de proteína adequadas às preferências individuais;

  • menor consumo de alimentos ultraprocessados quando estes representam uma parte significativa da alimentação.

O objetivo não é criar uma lista de alimentos “permitidos” e “proibidos”.

O objetivo é construir um padrão alimentar que ajude a melhorar a saúde metabólica, seja nutricionalmente adequado e possa ser mantido a longo prazo.


Como pode a nutrição ajudar na SOP?


A nutrição pode atuar em diferentes áreas.


1. Metabolismo da glicose e da insulina

A composição global da alimentação, a quantidade e qualidade dos hidratos de carbono, a ingestão de fibra, a proteína, a atividade física e a composição corporal podem influenciar a saúde metabólica.


2. Saúde cardiovascular e metabólica

A SOP está associada a um maior risco de alterações metabólicas, pelo que a alimentação deve considerar não apenas hormonas e peso, mas também fatores como glicemia, perfil lipídico e saúde cardiovascular.


3. Composição corporal

Quando existe excesso de gordura corporal, uma perda de peso clinicamente adequada pode melhorar alguns resultados metabólicos e reprodutivos.

Mas isto não significa que toda a mulher com SOP precise de perder peso.


4. Qualidade nutricional

Uma alimentação suficientemente variada e nutricionalmente adequada fornece energia, proteína, fibra, vitaminas e minerais necessários para o funcionamento normal do organismo.


5. Saúde intestinal

A variedade alimentar e a ingestão adequada de fibra podem apoiar a saúde intestinal. No entanto, não é necessário recorrer a protocolos extremos de “detox intestinal” ou dietas altamente restritivas para melhorar o microbioma.


E o exercício?

A atividade física é uma parte importante da gestão da SOP.

Exercício aeróbico, treino de força ou uma combinação dos dois podem contribuir para melhorar a saúde cardiometabólica, a composição corporal e a sensibilidade à insulina.

O treino de força é particularmente interessante porque o músculo esquelético é um importante local de utilização de glicose.

Mais importante do que encontrar o “exercício perfeito” é construir uma rotina que seja adequada, progressiva e sustentável.


O stress e o sono podem afetar a SOP?

Sim, mas é importante evitar explicações simplistas.

Sono insuficiente, stress crónico e recuperação inadequada podem influenciar o metabolismo, o apetite, a atividade física e vários sistemas hormonais.

Isto não significa que “o stress cause SOP”.

Significa que sono, recuperação e saúde mental fazem parte da gestão global da condição e não devem ser ignorados numa abordagem nutricional.

Além disso, ansiedade e depressão são mais frequentes em mulheres com SOP, pelo que a saúde mental merece atenção própria e, quando necessário, acompanhamento especializado.


O inositol funciona na SOP?

O inositol é um dos suplementos mais divulgados para SOP, especialmente quando existe interesse em fertilidade ou metabolismo.

A evidência, contudo, é mais limitada do que muitas páginas comerciais fazem parecer.

A diretriz internacional de 2023 considera o inositol uma opção que pode ser discutida em determinados contextos, mas classifica a sua utilização como experimental no tratamento da infertilidade associada à SOP, devido à incerteza dos benefícios e riscos e à limitada qualidade da evidência disponível.

Por isso, não recomendaria iniciar inositol simplesmente porque alguém tem SOP.

A decisão deve considerar o objetivo do tratamento, o quadro clínico, outros medicamentos ou suplementos e a orientação do profissional de saúde.


É possível engravidar com SOP?

Sim.

A SOP é uma causa frequente de disfunção ovulatória e pode dificultar a gravidez, mas um diagnóstico de SOP não significa infertilidade permanente.

O tratamento depende da causa da dificuldade em engravidar, da frequência da ovulação, da idade, de outros fatores de fertilidade e dos objetivos da mulher ou do casal.

A alimentação e o estilo de vida podem fazer parte da preparação para a gravidez e da melhoria da saúde metabólica, mas algumas mulheres precisarão também de tratamento médico para indução da ovulação ou outras intervenções de fertilidade.


A SOP desaparece?

A SOP é uma condição crónica, mas os seus sintomas e manifestações podem mudar ao longo da vida.

O objetivo do tratamento não é simplesmente “curar” a SOP durante algumas semanas.

É melhorar os sintomas, proteger a saúde metabólica e reprodutiva e tratar os fatores modificáveis que estão presentes naquela pessoa.

É por isso que dietas extremamente restritivas e intervenções de curta duração raramente são uma boa estratégia a longo prazo.


Quando deve procurar ajuda para SOP?

Vale a pena procurar avaliação profissional se apresenta:

  • ciclos persistentemente irregulares;

  • ausência de menstruação;

  • acne persistente associada a outros sinais hormonais;

  • aumento significativo de pelos;

  • queda de cabelo de padrão androgenético;

  • dificuldade em engravidar;

  • alterações metabólicas;

  • suspeita de resistência à insulina;

  • diagnóstico prévio de SOP sem um plano de acompanhamento claro.

O diagnóstico de SOP não deve ser feito apenas com base num sintoma ou numa ecografia.


Perguntas frequentes sobre SOP


Posso ter SOP com uma ecografia normal?

Sim. A morfologia dos ovários é apenas uma das características consideradas no diagnóstico. É possível ter SOP sem ovários com aspeto policístico.


Posso ter SOP se for magra?

Sim. O peso corporal não exclui nem confirma o diagnóstico de SOP.


Preciso de deixar de comer hidratos de carbono?

Não. Não existe uma recomendação geral para eliminar hidratos de carbono na SOP. A qualidade global da alimentação e a adequação às necessidades individuais são mais importantes do que demonizar um grupo alimentar.


Qual é a melhor dieta para SOP?

Não existe uma dieta universalmente superior. O plano deve ser individualizado de acordo com sintomas, metabolismo, composição corporal, preferências, objetivos e contexto clínico.


A SOP causa aumento de peso?

A SOP pode estar associada a alterações no peso e na composição corporal, mas não causa obrigatoriamente aumento de peso. Muitas mulheres com SOP não têm excesso de peso.


O intestino pode causar SOP?

A investigação mostra uma associação entre alterações do microbioma intestinal e SOP e existem mecanismos biológicos interessantes em estudo. Contudo, ainda não é correto afirmar que problemas intestinais sejam uma causa única e comprovada da SOP.


O inositol é recomendado para SOP?

Pode ser considerado em determinados contextos, mas a evidência não justifica tratá-lo como uma solução universal. Para infertilidade associada à SOP, a diretriz internacional de 2023 considera-o experimental devido à incerteza dos benefícios e riscos.


Posso engravidar naturalmente com SOP?

Sim. Muitas mulheres com SOP conseguem engravidar. A dificuldade, quando existe, está frequentemente relacionada com ovulação irregular ou ausente, mas deve ser feita uma avaliação individual de fertilidade.


O mais importante: não existe uma SOP igual a outra

Duas mulheres podem receber exatamente o mesmo diagnóstico e apresentar problemas muito diferentes.

Uma pode ter ciclos irregulares e resistência à insulina. Outra pode ter acne e hiperandrogenismo com peso normal. Outra pode procurar ajuda principalmente por infertilidade. Outra pode ter alterações metabólicas importantes sem sintomas reprodutivos evidentes.

Por isso, o tratamento da SOP não deve começar com uma dieta encontrada na internet.

Deve começar por perceber quais são os sintomas, quais são os fatores de risco, quais são os objetivos da mulher e que intervenções têm maior probabilidade de produzir benefício.

A nutrição pode ser uma parte importante desse processo — mas deve ser usada como ferramenta clínica, e não como uma lista de alimentos proibidos.


Quer perceber o que está a contribuir para os seus sintomas?

Se recebeu um diagnóstico de SOP mas nunca teve uma explicação clara sobre o que pode estar a contribuir para os seus sintomas, uma avaliação individualizada pode ajudar a organizar o quadro e definir prioridades.


Se preferir conhecer primeiro o percurso estruturado, o Longevity, Hormones & Body Optimization Program é um programa de quatro meses que aborda saúde hormonal, metabolismo e SOP.


Se os sintomas digestivos forem uma parte importante do seu quadro, o Gut Health Reset Program pode ser uma alternativa a considerar.


Referências científicas

  1. Teede HJ, Tay CT, Laven J, et al. (2023). Recommendations from the 2023 International Evidence-based Guideline for the Assessment and Management of Polycystic Ovary Syndrome. European Journal of Endocrinology.

  2. Teede HJ, Tay CT, Laven J, et al. (2023). Recommendations from the 2023 International Evidence-based Guideline for the Assessment and Management of Polycystic Ovary Syndrome. Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism.

  3. Torres PJ, Siakowska M, Banaszewska B, et al. (2018). Gut microbial diversity in women with polycystic ovary syndrome correlates with hyperandrogenism. Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism.

  4. Qi X, Yun C, Sun L, et al. (2019). Gut microbiota–bile acid–interleukin-22 axis orchestrates polycystic ovary syndrome. Nature Medicine, 25, 1225–1233.

  5. Lindheim L, Bashir M, Münzker J, et al. (2017). Alterations in gut microbiome composition and barrier function are associated with reproductive and metabolic defects in women with PCOS. PLoS ONE, 12(1), e0168390.

 
 
 

Comentários


  • Facebook
  • Instagram
  • LinkedIn
bottom of page